SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET

Santo Antônio Maria Claret nasceu na Espanha em 1807, numa família cristã simples e devota e desde muito cedo já se mostrava atento e piedoso nas celebrações. Aos dezoito anos vai a Barcelona para aprofundar seus conhecimentos em fabricação têxtil, adquirindo uma sólida formação. Mas, apesar dos êxitos obtidos e do futuro promissor, Antônio tinha certeza de que Deus tinha outros planos para ele. E um acontecimento na praia levou-o a refletir ainda mais sobre sua vocação, ele fora engolido por uma onda gigante e achou que iria morrer. Naquela situação, sentiu a mão de Nossa Senhora que o resgatava das ondas são e salvo.

Com o passar do tempo, ele percebeu que Deus queria algo a mais para sua vida e, em 13 de junho 1835, foi ordenado sacerdote em Solsona aos 27 anos de idade. A situação social na Espanha era delicada, eram tempos de guerra civil e havia disputa na sucessão da coroa. Nessa época, a guerra se distinguiu pela perseguição religiosa, especialmente aos clérigos, momento em que muitos foram brutalmente assassinados.

Nesse ambiente complicado, a vocação missionária se apresentava mais clara e decidida. Em 1840, voltou para Espanha, na Catalunha, para a cidade de Viladrau e viu ali um povoado abandonado e arrasado pela guerra civil. Em suas andanças missionárias, jamais se esqueceu da figura materna de Maria mãe de Jesus, foi assim que sempre a viu, por isso também a considerava sua Mãe e Mãe de todos.

Em 1848, chegou às Ilhas Canárias, um rincão perdido e esquecido entre as águas do Atlântico que passava pelos momentos mais amargos de sua história, quando sobreveio a fome, a febre amarela e outras doenças, episódios que suscitaram no Pe. Claret a compaixão diante do povo que necessitava de assistência médica e espiritual.

De volta a Barcelona, colocou em prática o tão sonhado projeto evangelizador fundando a Congregação dos Missionários “Filhos do Imaculado Coração de Maria” que ele queria que estivesse presente em todas as partes do mundo. E assim foram iniciados os trabalhos da nova Congregação que tinha alguns traços significativos: a evangelização itinerante, a pobreza apostólica e a vida fraterna.

Em 1850, aconteceu a sua Consagração Episcopal e, ao final daquele ano embarcou para Santiago de Cuba, para onde havia sido nomeado Arcebispo. Desde o início, percebeu quão calamitosa era a situação da Diocese. A situação social e política era muito delicada e a escravidão era uma dolorosa realidade.

1865 foi um ano muito significativo para o Bispo Claret, pois o Papa Pio IX aprovo as Constituições da Congregação; desse modo reconhecia o carisma missionário a serviço da sociedade e da igreja.

Em 1869, viajou para Roma e colaborou nos preparativos do Concílio Vaticano I. Em 1870, pouco a pouco o Bispo Claret tinha sua saúde comprometida e devido ao risco de ser preso, teve que fugir para a França e foi acolhido pelos monges cistercienses da Abadia de FontFroide, que lhe deram hospedagem; com eles viveu por dois meses até fazer sua Páscoa definitiva, entregando sua vida a Deus em 24 de outubro de 1870. O Papa Pio XII o canonizou em 1950.

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